Longos percursos

Meet way

Força Flavia…

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Rezemos pela Flavia!!

Rezemos!

(acendemos um vela pela sua alma)

Escrito por fontez

Outubro 31, 2007 em 8:33 pm

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a mentira…

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mentir é um atalho…
mentir é uma mascara bonita…com um interior feio…
mentir é tentação…
a marota aproveita a ferida da verdade…
mentir deturpa a alma…

remediar é insuficiente…mas prevenir chega e sobra…!

Escrito por fontez

Outubro 28, 2007 em 10:22 pm

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Muaziza

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Encontrei-te…
Encontraste-me…
Encontramo-nos…

Beijinho com carinho linda!

Escrito por fontez

Outubro 20, 2007 em 12:01 pm

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The love, fear and…bolonhesa!

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O abraço foi longo e sentido. Aquelas duas criaturas pareciam que estavam sozinhas no mundo. Uma esticada de Melvin terminou com aquele quadro. “Então como andas Taiki, a vida corre-te?” – fez correr conversa Azerdna. “Estava com saudades tuas dear…”, reagiu ao de leve taiki. “Não foi isso que te perguntei, e sim eu sei que estavas com saudades, …também eu…” – tal argumento fez taiki ruborizar-se um pouco. Não estava à espera de tal incisivo fundamento. Um silêncio intervalado fez com que Azerdna fizesse uma truanice ao amigo. “Vou indo, vou caminhando por aí…” timidamente acrescentou taiki. “Mas estás a caminhar bem? Estás a fazer da vida uma aventura bonita ou nem por isso?”.
Taiki preferia de longe o abraço de há pouco a ser confrontado com mordazes questões investidas no seu âmago! “Vamos dar um passeio querida?”, respondia taiki com outra questão. “Oh querido amigo, já são horas de almoçar, fica para mais logo que dizes?”. “Okay,…, a que horas mais ou menos?”. “Tipo 18h, tá?”. “Combinado! Eu ainda vou dar uma voltita com aqui o meu amigaço e depois vou fazer alguma comidita a casa…! Até logo então dear. Obrigado pelo carinho”. “Oh Taiki, sabes que os bons amigos se ajudam uns aos outros, se abraçam uns aos outros, apesar de ter ficado surpreendida com o teu abraço de há pouco lol, sabes que podes contar comigo, logo não precisas de agradecer, ok? Logo vemo-nos certo? Estarei em tua casa?”. “Ok Azerdna, ok!”.

E lá se despediram as duas criaturas dando um abraço sentido. Naquele momento, Taiki sentiu algo estranho, uma força súbtil o consumia. Teve medo, não sabia bem como se proteger do que estava a sentir. Taiki estava algo emocionado, tinha a sensação de que algo estava a ser preenchido, um buraco, uma falha ou uma carência. “Adeus bom amigo, até logo”, o som da amiga ia desaparecendo no vácuo da brisa. “Anda Melvin, vamos comer?”. Seu amigo empinou as orelhas e pôs-se numa posição esguicha. No caminho para casa uma frase surgiu-se-lhe como por magia num outdoor do outro lado da rua,…, leu-a atentamente e repetiu para si mesmo o que esta dizia “O outro lado do medo é a liberdade e do mesmo lado da liberdade é o amor”. Taiki não ficou indiferente ao que lera, seria o acaso ou um sinal? Mastigava ainda tais palavras enquanto caminhava. De repente, começou a importar-se com os seus receios, queria compreendê-los, queria ver-se livre deles. Taiki desejava agora amar, mas sabia que isso só seria possível se primeiro fosse livre e não tivesse medo de se entregar. Estava a perder mais por medo de perder. Estava a esconder-se daquilo que torna os humanos mais lúcidos, mais humanos e livres: o amor. Quando deu por si, Melvin já saltava a tentar abrir a porta de casa, o caminho que costumava ser sempre o mesmo, fora naquele dia para Taiki um caminho cheio de descobertas. Sabia agora que precisava de recear menos e amar mais…

A escuridão cheirava por todo o lado, exceptuando na cozinha. Taiki ligou o rádio, …, abriu as janelas,…, e rendeu-se à agressão dos tentáculos da brisa fina. Findo o ataque da ventosidade uma música fez soar a consciência (ou memória?) de Taiki. Era Comalies. A melodia intrigava freneticamente seu corpo, como sendo uma descarga efusiva e inesperada. Era Yma que deambulava pela mente…e Taiki olhou para o telemóvel. (“Talvez ainda não tenha almoçado e convido-a para pormos a conversa em dia”, imaginava). Mas não o fez. A fragrância já era outra em casa e a luz abraçava os recantos do lar com afabilidade. Na cozinha Taiki já fazia das suas. Gostava de cozinhar e às vezes dava-lhe de inventar umas misturas que geralmente funcionavam. “Tens jeito para cozinhar, puxa, o teu arroz é esplêndido, meu querido filho” – dizia muitas vezes mãe de Taiki. Já não via sua mãe há uns tempos. Impulso nasceu e clic…”Olá mãe, como estás? Devia estar aí contigo! Como anda aí o pessoal?”. “Estou bem. Foram à rua. Estou aqui a ver televisão. E tu onde estás? Quando vens?”. “Estou aqui a fazer almoço para comer. Estou a fazer massa tropical. Ainda não sei em que dia, mas será para semana de certeza. Bem, a comida já está para sair do forno…um beijinho mãe e abraço para a malta! Porta-te bem linda”. “Um beijinho filho. Vê se voltas rapidinho, estamos aqui com saudades tuas!”. “Tá mãezinha, também com saudades vossas. Até logo”.

O cheiro já estava a atingir o clímax do comestível…até que o telemóvel vibrou (o telemóvel hoje era o centro das atenções)…Era Yma. “Olá Taiki como estás? Cool?”, rematou a amiga. “Estou bem, estou aqui a finalizar o almoço dando os últimos retoques”. “Ohh, ia agora convidar-te para irmos comer…”, taiki não deixou acabar a amiga, “Vem até aqui e comes comigo. Não vou, pois, conseguir comer tudo…! Anda!”. “Não estarei a incomodar? É mais um prato, mais um copo e tal…”. “Deixa-te disso, bora! Estou à tua espera. Queres que te vá buscar?”. “Não, não é preciso, tenho como ir!”. “Até já…olha trás prenda, eheh!”.
A voz irritante da campainha dava sinal de novidades. “Olá linda como estás? Dá cá um abraço!”
(…) “Estás linda. Já não te via há uns tempos e tu já estás diferente, uii, unhastail? Cool! Entra!”. “Unhastail? Que estás para aí a desencantar?”. “Eheh, gosto de te ver apenas…eheh!”. “Ai ai, diz lá, não me deixes impaciente…!”. “Tá bem, refiro-me às tuas unhas, gosto de as ver…!”. “Ahh, obrigada!”
(…)
“Uii que cheiro, as narinas estão contentes, lol” –o sorriso inocente contagiava o ambiente.
“É uma massa tropical que leva encosto de miolo de camarão, ananás, atum, tomate, alface, cenoura e molho de alho. Podia pôr cebola, mas pensei que fosse irritante para ti, lol. Ah e também, claro leva um chocolate em cima da massa!”. “Chocolate na massa?!” – intrigava Yma. “Estava a reinar contigo dear, eheh!”. “Vou pôr a mesa, onde tens os…”, interrupção novamente, “Já está tudo pronto linda, vai indo para a mesa que já vou levar a comida!”. Ali estava a mesa posta com dois pratos, dois copos, dois guardanapos, talhares devidos e uma garrafa de água de litro meio sem gás. “Bom apetite Yma”. “Igualmente querido amigo!”
“- Humm… mas que é isto Taiki?”
”- Então é um massa tropical que leva encosto de miolo de camarão, ananás, atum, tomate, alfa…”
”- Sim, sim, eu sei disso! Mas sabe mal!!” – Interrompeu Yma.
”- Como assim, sabe mal?”
”- Experimenta!”
Neste momento Taiki levou uma garfada à boca e não bastou 1 segundo para voltar a jogar tudo fora. Yma deu uma gargalhada. Taiki nem queria acreditar. Era a primeira vez que um dos seus cozinhados fracassava.
”- Peço desculpa Yma, parece que me excedi no molho de alho….”
Yma não ligava a essas coisas, o que interessava para ela era a intenção com que ele tinha preparado tudo. O carinho estampado naquela mesa de almoço. Mesmo assim deixou escapar outra gargalhada que começou a deixar Taiki
constrangido.
”- Vamos!”- Disse Yma dando um pulo da cadeira e pegando Taiki pela mão.
”- Onde??”- Questionou Taiki curioso
”- Vou levar-te a um restaurante italiano que fica perto da praça. Lá podemos comer calmamente e apreciar aquele sol de inicio de tarde maravilhoso e além disso não corremos o sério risco de ficar sem almoço.
Estaremos nas mãos de profissionais!” – brincou Yma.
Taiki aceitou a proposta e deixou-se guiar pela amiga. Pelo caminho podia reparar que Yma não era mais a menina tímida que conhecera há uns anos atrás. Estava uma mulher confiante e segura. Não temia mais a velocidade em que se tinha transformado aquela cidade… “Vês, foi ali que encontrei uma vez…” – Yma falava enquanto guiava Taiki pela mão e este seguia-a atento, ouvindo-a sem pressa.
”É aqui!”- Sorriu Yma satisfeita depois da longa caminhada que separava o restaurante da casa de Taiki.
Entraram e depressa foram atendidos pelo empregado de mesa. Um senhor de estatura baixa, gordinho e que usava um bigode que lhe escondia o sorriso. Encaminhou Taiki e Yma para uma mesa estrategicamente escolhida de vista para a rua. Deixou o menu com eles e retirou-se. Taiki continuava a olhar para Yma. Esta, distraída, não ligava ao olhar embevecido do amigo e folheava cada página na busca desesperada pela tal massa com carne que tanto gostava, mas que nunca se lembrava do nome.
”- Ah, achei!”- Exclamou Yma
”- Já escolheste o que vais comer Taiki?”
Yma apercebeu-se que Taiki não tinha olhado um só segundo para o menu. Continuava com ele fechado.
”- Que se passa Taiki? estas com a cabeça na Lua!”
”- De-e-e-s-c-u-u-lpa…”- gaguejou Taiki
”- Distrai-me por momentos…” – Baixou o olhar envergonhado.
A jovialidade de Yma contagiava Taiki. Tinham gostos em comum, nomeadamente gostos musicais. Em tempos teriam assistido a vários concertos juntos. Aliás foi num desses concertos que um dia os seus caminhos se cruzaram. Se a vida assim o permitisse, poderiam até ter sido algo mais que simples amigos, mas a distância e o receio paralisou-os e nenhum dos dois teve coragem de dar o primeiro passo. O amor e o medo andavam de mãos dadas naquela relação que um dia se tornou numa grande amizade… Talvez a calma de Taiki o permitisse ver com coerência o que não via Yma. Sabia que se não resultasse poderia arruinar para sempre uma amizade de anos….
Taiki voltou a fixar Yma nos olhos e disse:
”- Vou atacar a Bolonhesa!”
E os dois riram à toa enquanto esperavam a chegada do empregado de mesa para fazerem os pedidos…

(Thanks lindas,…os vossos perfumes … gostei)
(A feminilidade do post está espantosa, a vós vai o mérito)

Escrito por fontez

Outubro 13, 2007 em 2:19 am

O elefante

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Taiki começou a ouvir sons irritantes. Parecia ser um barulho festivo. Curioso (desta não foi o cupido) saiu do jardim e lá foi atrás do som como um sonâmbulo comandado.
Era um circo. “Que gigantesco!”, murmurou taiki. Depois de ter ficado uns minutos mergulhado na perplexidade do fascínio, resolveu andar em redor do circo. Deu várias voltas (já tinha visto antes os animais todos) até que parou em frente a um elefante monstruoso, intocável. Ficou a magicar se tivesse no lugar do elefante…até que se prendeu num pormenor à vista. Uma estaca pequenina prendia o elefante por um fio frágil. “Mas por uma pequena corrente a uma frágil estaca que não deve ser obstáculo difícil de transpor para quem devia ter tanta força, porque continua ele ali?” – filosofava Taiki.

O elefante não podia ser feliz ali naquele cubículo humilhado e preso a uma estaca e corrente. Fora retirado provavelmente, ainda a dar os seus primeiros passos, do seu habitat natural, dos seus progenitores, da sua própria natureza. Os elefantes naturalmente não andam a fazer acrobacias em circos, têm pois outros deveres. Mas isso não consegue entender aqueles que tiraram um dia a sua liberdade de ser só um elefante e não um elefante “comandado”. Os estímulos usados no processo de adaptação e aprendizagem foram certamente dolorosos para ele, que já de pequenino teve que deparar-se com a frieza e cobardia humana! Se os Homens conhecessem mais a liberdade dar-lhe-iam mais valor e respeitariam mais a si próprios e todo o resto.
Durante dias andei a pensar naquilo, até que me atrevi a perguntar à malta sobre os motivos pelos quais o elefante não fugia. Eles respondiam-me coisas mais diversas, desde «não faço ideia e quem se importa com isso?», até disparates tais como «ele achava que estava bem assim e por isso não fugia». (…)
Tal circo vinham todos os anos, segundo me foi dito pela senhora que ali estava a tratar do elefante e que era o mesmo elefante de sempre.
Taiki, continuava em embrenhado nos pensamentos, “Como é que ele tão grande, com tanta força, não se libertava? Só podia ser porque não se queria libertar ou nem sequer pensava nisso. Mas porquê? A liberdade não será tão importante para os elefantes quanto o é para nós?”
Resolvi perguntar à amiga Airam-Jon que era muito sabedora. Telefonei-lhe e combinamos um café com o intuito de pormos a conversa em dia e não dando a justificação de falar sobre elefantes, pois. Fiquei pensativo pois ela é uma pessoa muito ocupada e mesmo assim… encontramo-nos, sorrimos, cumprimentamos, e lá fomos a um café…conversa tanta…alegria, atenção, pasmices e depois numa falha entre a conversa resolvi por a par do assunto. Ela ouviu com atenção e depois de uma longa (longa mesmo) golada de um sumo de laranja disse: “O elefante deve ter sido criado de pequenino no circo e desde o inicio amarrado a uma estaca pequena, mas que, para o tamanho dele na altura, era suficiente para o segurar. Provavelmente tentou muitas vezes adquirir a liberdade puxando com todas as suas forças pela corrente que o prendia, mas como era pequeno não tinha capacidade bastante para arrancar a estaca. Ao fim de algumas tentativas acabou por desistir da ideia de se libertar e habitou-se a estar preso. Agora é adulto mas já não tenta libertar-se porque continua com a sensação de que não vai conseguir. E assim os donos sabendo disso não se preocupam em prendê-lo a uma estaca mais forte, porque sabem que ele não fugirá”. Fiquei como uma estátua. Palavras profundas aterraram em pára-quedas na minha mente…tal resposta iluminou-me e de que maneira…!
De facto, quase tudo o que o elefante sabia tinha sido ensinado pelos homens, os seus instintos naturais possivelmente quase nem lhe seriam muito úteis. Estava habituado a ser submisso, a obedecer, a comer o que lhe davam, quando lhe davam, sem escolhas, sem poder seguir um caminho que quisesse, a sua dependência era tão grande que não lhe permitia afastar-se de onde nunca deveria ter ido parar!
Taiki sentia que algo na sua mente se mexia. Airam já tinha ido embora. Ela era essencial para várias pessoas, pelo seu trabalho solidário. Melvin (desde a chegada aos arredores do circo) andava sempre com medo, reservado, andando coladinho às pernas do dono. O tempo passava, mas os dois não. A fome já susurrava e Taiki foi andando ao comando do estômago. De súbito parou. Voltou para trás para ver de novo o elefante. Como se um efeito íman se tratasse…Taiki estava deslumbrado em ver o animal, mas ao mesmo tempo triste pela sua prisão. Não passava ali ninguém a não ser a tratadora. Vibrou o telemóvel. Era uma mensagem de Azerdna. “És livre Taiki?”. Taiki teve a reacção de olhar em seu redor pois tal mensagem se enquadrava com o seu estado de espírito e a ligação com o elefante. Prontamente resolveu responder: “Dear, como estás? Espero que esteja tudo bem contigo! Olha, o porquê da tua mensagem?”. “Carissimo amigo, eu estou perto de ti e já passei pelo que estás a pensar!” – resposta veio à velocidade da luz. Taiki não sabia bem o que dizer. Novamente olhou em redor a ver se via a amiga. Já com palavras organizadas para escrever lá começou a digitar: “Mas como sabes tu…” – era a sua amiga a segurar-lhe no braço atrás. “Eu sei caro amigo pois eu também conheço este elefante e o porquê da vida dele!”. Num mistura de perplexidade e alegria, certo impulso fez Taiki dar um abraço à amiga. Esta ficou pasmada por tal carinho, mas acabou por corresponder…

(Com inspiração de “Déjame que te Cuente”, Jorge Bucay)

Escrito por fontez

Outubro 6, 2007 em 11:31 am

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amantes of Taiki

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A festa foi engraçada. O primaço acarretou com a surpresa. À espera de um jantar a dois, deu-se com malta amiga (podiam estar mais duas ou três pessoas) e ficou sem respiração. A preparação foi bem encaminhada deixando o suspense no ar. A comida estava boa, bem aproveitada (não vá haver pragas de indignidade perante os esfomeados), alegria constante (controlada, claro) e conversas típicas de um dia de festa, ora matar saudades, ora saber como está a vida, … terminando com o brinde e bolo! A noite ainda era bebé…e fomos para um recinto dançar, para uma disco ali perto que respirava alegria pelo embalo do som agitado. Estava a correr bem, até que o relógio por algum motivo apitou…era o primaço que queria ir embora, o rei, o cúmplice da festa, estava cansado…e fomos todos…dormir! A festa foi produtiva, alegre e bonita. Gostei, …, sim gostei e de novo digo, felicidades pelos 30 caríssimo primo.
São 11:50 de sexta-feira. Está um dia lindo de sol. Ouço carros a deambularem lá fora. A desenfreada pressa para o almoço (ou para o fds?) nota-se…! Sinto-me alegre…sinto-me fresco, sinto-me preenchido, mas não tenho motivos para tal. Está na hora de ir à rua passear com melvin, querido amigo, seja nas horas más ou boas, sem dúvida um fiel companheiro. “Melvin, vamos à rua?” e logo deparo com a habitual reacção das orelhas em pinto e olhos alegres. Ponho a coleira e aplico a trela. Olho para trás e vejo que está tudo no sitio. A rua está calma, poucas pessoas vagueiam pelo pantanal urbano. Já conheço o caminho para o jardim…e sem problemas chego a ele. Está algo escuro. O ambiente é frio e solitário, mas nem tudo é penumbra…num banco está um casal (parece ser casal) a falarem de forma atenciosa um para o outro. O cupido molhou a seta de curiosidade e atingiu-me. Antes de chegar ao banco vizinho do casal, dou comprimento à trela e melvin apanha um odor e fica a lamber aquele pequeno local da relva. Devia ser uma cadela que por ali passou e deixou ficar as feromonas. Feito os típicos zigue-zagues, o amigo já não cheirava muito…as necessidades já estavam completadas…e fomos então em direcção ao banco. O raio do efeito da seta ainda não tinha terminado. Interessado em ouvir a conversa de um casal, ora ora! Maldito cupido (agora há cupidos para tudo)! Antes de me sentar lá ouvi: “Tanaka, precisas de um amante!”. Com uma certa rispidez no argumento dito fiquei com o olho esquerdo a micar como seria a reacção da senhora. “Como te atreves a alvitrar uma coisa dessas?!”-reagiu de pronto a mulher. Sinceramente, esperava mais do que essa reacção. Pensei mesmo que ela fosse embora, pois seus olhos estavam desinquietos de cólera. Mas não! Ela ficou à espera de uma resposta do homem. O silêncio reinou por uns momentos até que, delicadamente e com uma melodia pacifica, ouvi: “Tanaka, amante é aquilo que nos apaixona. É o que toma conta do nosso pensamento antes de colarmos ao sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir. O nosso amante é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.”
O silêncio voltou e eu para não dar nas vistas e pela minha presença, pus-me a acarinhar o focinho de Melvin. “Mas tu sabes como é a minha vida e…”, o homem não deixou acabar e proferiu “sim, sim,… eu sei, mas olha às vezes encontramos o nosso amante no nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro mas que nos desperta as maiores paixões e sensações indescritíveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no desporto, no trabalho quando é vocacional, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predilecto …enfim, é alguém ou algo que nos faz namorar a vida e nos afasta do triste destino de durar!”
Estava a gostar da conversa que estava a ouvir dessa gente e como tal, desta digo, obrigado pela investida cupido, se bem que tu és famoso pelos ataques de amor. “Durar?!” – questionou a jovem. “Durar é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é o deixar dominar-se pela pressão, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é a preocupação com o calor ou com o frio, com a humidade, com o sol ou com a chuva. Durar é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo contentar-se com a incerta e frágil sugestão de que talvez possamos fazer amanhã, dear Tanaka!”
Senti meu corpo dilatar-se de impulsos eléctricos. Acabei de ouvir uma verdade, uma autêntica verdade. Segurei na verdade e levei-a para dentro de mim. Eu tenho ‘amante’? Sim! … e dou graças a Deus, …, mas a preservância está verdinha. Preciso pois de traçar a sua utilidade da(s) amante(s) para minha vida e eu para ela(s). A vida sem ‘amantes’ não presta. De súbito lembrei-me de Aitac…! A juntar-se veio-me à mente a Atinam e o (seu) Tico-teco. O valor do sol, o valor inestimably do anjo… e os que no (my) coração há muito vivem! Como sentia eu o puzzle a encaixar-se. Parecia um passarinho a voar…a deslumbrar-se pela vida, a entender o sentido desta. Gostei mesmo imenso de ouvir tal conversa. Melvin puxou, estava com fome e o tal casal já tinha ido embora. Será que a senhora ficou interiorizada com a resposta? Espero que sim! Eu fiquei. Agora tratar de cuidar das minhas ‘amantes’. Estranhamente o jardim estava mais primaveril. A fome e sede sussurravam-me. Adorava ter falado com aquelas pessoas. Pode ser que amanhã os vejo de novo por aqui. O efeito acabou, mas a conversa foi mastigada! Começo a sentir que nada acontece por acaso. Terá sido um sinal esta curta conversa?
(…)

(Inspiração em “Hay que buscarse un Amante”, Jorge Bucay)

Escrito por fontez

Setembro 28, 2007 em 12:31 am

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Darfur – Por Amor… Uma Carta

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Apenas a dizer, …
ESTAMOS CEGOS E O DIABO RI-SE!

Estamos a fazer um péssimo e macabro trabalho neste mundo, nesta vida!

A ler e a ter em especial atenção:
(retirado da mui nobre amiga M.J.)

Por iniciativa do – Jovens e Missão – e do – Eu estou aki – , convidamo-vos a escrever uma carta pelo Darfur. Esta carta será entregue à Presidência da União Europeia, tal como a petição que está e curso. O lema é “Por Amor… Uma Carta!”.

Podem enviar por correio ou por mail. Aqui ficam os contactos.

CVJ – Missionários Combonianos Areeiro3030-168 Coimbra

Mail: jovemissio@gmail.com

Mais informações em – http://www.pordarfur.org/

Este povo merece! E precisa muito da nossa ajuda! Vamos escrever?


EU DIREI, VAMOS SIM…já o fiz, enviando um mail.

Escrito por fontez

Setembro 27, 2007 em 12:30 am

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second paper and Aitac

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Eram 11h da manhã…a casa estava amuada de odor matinal. As janelas estavam abertas para a frescura perfumar o interior. Alguns raios entravam sem pudor em zonas adormecidas. Taiki estava sentado na mesa da sala a ler a 2ªfolha do envelope misterioso. A aparelhagem musical estava ligada e melvim bebia água na cozinha. Desta, a expressão era calma, a rosada face esticava-se pelos músculos superiores…uma gota de alegria reflectia-se em taiki.

A ponte caiu, mas acredito que ela se erga de novo! (frase que o terá deixado algo esperançado e rejuvenescido).
É preciso tempo, a queda foi inesperada e dura. A ligação era fantástica, linda e essencial, …, o corte deu-se nas encostas do norte…! A tristeza infestou o povo do sul (…) O tempo sarou a ferida, mas a crosta ainda persiste. É preciso tempo…! Foi de salutar a compaixão demonstrada pela mascara despida do povo do norte, pois o arrependimento fustigou seus ares. As pazes entre os povos foram realizadas num ambiente de solidariedade e compreensão. Agora é preciso tempo…o tempo…verdadeiro “ser” que tem poder de ajudar e desajudar, e creio que ‘aqui’ ajudará!

Vibrou telemóvel… Posou a folha. Os músculos faciais superiores agitaram-se. Algo perturbou a mente de taiki. Era uma mensagem da Aitac, sua amiga. Ficou especado a olhar para o visor do sony-erickson. Releu a mensagem várias vezes, até que se decidiu responder. “Obrigado dear, há muito que não falávamos, fiquei surpreso quando vi que era uma mensagem tua. Nem imaginas a energia positiva que se albergou na minha alma. Sim…creio que vai correr bem. Abraço com carinho”. Releu a resposta e apressadamente enviou. A ansiedade cintilava em taiki. De repente, um estrondo se ouviu na cozinha. Tinha sido o amigo que deixou cair um prato que estava na mesa. “Melvin, melvin, … ainda é cedo para almoçarmos, e o prato não tinha comida. Ai, ai, seu malandreco!”. Com o focinho encostou-se ao prato fazendo-o cair. Para sossegar a gulodice do seu amigo, deu-lhe um biscoito. Regressaram os dois para a sala…enquanto taiki sentou na mesa para continuar a alimentar (e perceber) o mistério das folhas, seu amigo canino esticou no tapete ficando com o focinho deitado no pé do dono. Antes de se embrenhar na leitura, taiki ainda ficou a olhar para o telemóvel a ver se apareciam novidades. Ele realmente não falava há muito com Aitac. No passado ele tinha errado, foi um egoístico ser com ela. Como gostava dela (ainda gosta) ficou algemado pelo remorso. Mas nada de novidades no visor. Voltou à leitura da folha.

O povo do sul ficou algo sentido por ver uma alma nua, despida pelo passado, pelo acto, pela sinceridade, pelo erro assumido, pelo verbo da imperfeição humano e como tal sentiu um luz de esperança. Mas a crosta ainda está lá, e o tempo é o único ingrediente capaz de libertar o vácuo do desfiladeiro.

Um cocktail de ‘alegria-tristeza-ansiedade’ desafogava na sua mente, quando ficou sobressaltado…nova vibração. Novas raiaram. “Ainda bem que gostaste da mensagem. Gostava que te sentisses doutra forma que não esta. A opaca existência que tu transmites não encaixa com o teu verdadeiro perfil, com a tua missão. Adorava que colhesses a alegria e a alimentasses. Pode ser? Bjss e bom dia”. Só de ler esta sms, taiki sem dificuldade pescou alegria, e de que maneira…! O cocktail já só tinha dois elementos. O seu estado de espírito era festivo, o que o levou a, desenfreadamente, responder à mensagem. Tinha tanta coisa para dizer…não sabia por onde começar…mastigou argumentos, construiu-os, mas ficou pelo vazio…resolveu não responder. Sentiu que o essencial foi dito e que não deveria tomar posição invasiva. Taiki tinha o costume de apagar as sms para não deixar rastos do passado, mas esta mensagem guardou-a! Pousou orgulhosamente seu telemóvel na mesa e foi buscar água. O relógio marcava 12h03m. A seca brisa trazia consigo um odor de pintos. Devia ser da churrascaria que ali perto havia. Tal metediço cheiro acordou melvin. Saciada a sede, taiki apagou a tv, fechou em posição ‘V’ as janelas, alinhou com cuidado as folhas que estavam na mesa e foi para o seu quarto. Era um quarto normal, arrumado e bem cheiroso, com uma cama, uma mesinha-de-cabeceira e uma cómoda. Pousou as folhas ao lado do candeeiro que estava na mesinha e a folha que estava a ler deixou-a em cima da almofada. Estava na hora de ir às compras para fazer o almoço e pensar numa prenda para dar a um primo que ia fazer anos nesse dia.
(…)
(yes 卡蒂娅, yes…!)

Escrito por fontez

Setembro 24, 2007 em 1:59 am

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adeus jardim…

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As cinzas-palavreais lançadas aterraram bruscamente no solo infértil da mente de Taiki. A erupção foi instantânea e poderosa. “Qual Etna, qual bufo-de-raiva dos deuses do Olimpo…”, comentaria um observador. Apesar de curta, a metamorfose de recantos do interior de Taiki tardava em assentar-se no tempo. Quem estivesse por ali, ficaria com a sensação de que o jardim envelheceu dez anos, e Taiki não fugiria à regra. Apenas Melvin se mostrava imergente perante este quadro, no seu sono (tinha desistido das suas danças teatrais pois reparou que o dono estava na lua). Como se fosse um aviso divino, um raio solar no meio do pantanal arvoredo atinge o olho esquerdo de taiki, fazendo emergir à realidade. Ambientando-se, …, olhando em redor, como se tivesse acordado num sítio desconhecido, olha para o seu amigo e faz-lhe uma suave e longa carícia na cabeça e focinho. Estranhamente, taiki de súbito levanta-se, acorda o amigo e começa a andar…até que é travado pelo cão. “Aqui não dá para brincar migo! Daqui a nada começam a passar pessoas e tu saltas logo para elas, não, não…vamos para outro sitio…!”, embaraçou taiki. Melvin não se mexia um milímetro mesmo com a trela esticada. Sem, ainda, entender, Taiki deu manobra de espaço ao amigo para ele andar e … foram ter ao banco onde estavam as folhas, a folha e a rosa…! “Como foi possível ir-me esquecer disso? Obrigado bom amigo, obrigado!”, matutou Taiki. Com cuidado, meteu as folhas dentro do envelope pela mesma ordem que estavam no banco, deixando a folha lida atrás das restantes, e à rosa incumbiu-lhe outro cantinho, …, guardou-a (sem saber porquê) na sua carteira, com delicadeza. Antes de voltarem à caminhada para outros ambientes, taiki, com um semblante rosado, saudoso e olhos brilhantes, escreveu algo exíguo, atrás do banco… talvez algo para recordar, talvez uma marca,…, nunca se soube, a não ser o próprio. De volta à caminhada viam-se os dois numa espécie túnel estreito (como se coubesse apenas dois seres) do jardim, que se vislumbrava no horizonte. Tal quadro fazia lembrar lucke-luke e seu cavalo a desaparecerem no infinito.

Nova estação do ano nasceu, novas gentes passaram desenfreadas por aí e … o jardim a expelir na sua totalidade os dois seres.

Escrito por fontez

Setembro 21, 2007 em 10:31 am

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a pipoca

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Taiki deu-se com frontais palavras. Algumas mastigou e engoliu com secura e outras (devido à sua grandeza) guardou-as para pensar. A estação do ano era outra no jardim. A brisa era agora inodor e pesada. Dava a impressão que a carta era o núcleo, o gerador da vida do jardim. Melvin ansioso para mudar de ares, lá tentava novos rodopios para impressionar o dono, mas pouco adiantava…era como se estivesse a dançar para uma estátua. Que tipo de conteúdo estava a martirizar a mente de taiki? Normalmente, o ser humano, ignora assuntos que são negativos a não ser que se possa extrair alguma aprendizagem. Taiki não ignorou concerteza. A incredulidade interpretava o estado da sua mente. A maratona da leitura continuava, o camaleão-facial também. Um tique apoderou-se-lhe por uns instantes, …roer as unhas. O peito de taiki estava algo agitado, … era o coração nervoso a fazer bombardeamentos extras. Que raio estaria escrito na folha? Ameaças? Tristezas? …
Era uma espécie de composição organizada, com uma espécie de preâmbulo no início e depois um texto enquadrado nas suas medidas. E logo na primeira de várias folhas, o assombro era companheiro da leitura. Porque seria?…

Olá taiki, espero que estejas bem, …, se ficaste assustado com a mensagem que estava na traseira do envelope, continua a ler, caso contrário não te interessará! Deves ter saltado algumas frases para dares uma leitura na diagonal e concerteza reparaste na frase em negrito que te deu mossa na mente. Mas é para ficares assustado…continua a ler. Sabes quem sou, já falamos pessoalmente, …, não me conheces bem, mas nós temos uma ligação. A ânsia está a arranhar a tua cabecinha? Se sim, é bom sinal…continua a ler. Olha, para já não te massacres em tentares saber quem sou, mas sim quem és tu e o que queres ser. Vamos ao que interessa okay? Li um livro maravilhoso há pouco tempo que me fez lembrar de ti. Enquadras-te perfeitamente na história. É, sem dúvida, a explicação da tua realidade, da tua personalidade. Antes de leres o excerto, deixar um aviso sério! O teu coração bate desnorteado não bate? Ainda bem…mas alto, não te aterrorizes…tudo que aqui é dito é para o teu bem, acredita. Olha, eu tenho um certo gosto por ti por causa de uma senhora de brio que tu amavas e ela a ti. O enjoo de navegares, sempre, nas terras da teoria explica porque não mexes um milímetro para a vida. Não te esqueças que a vida não está em folhas, mas sim no terreno, okay? (o aviso era o seguinte) O tempo passa rápido querido Taiki! Esta frase diz-te alguma coisa? Ou não queres saber? Bem, se não queres mesmo, termina por aqui a leitura, senão mãos à obra tá? Tanto gostas do blá-blá malandrinho, mas para batalhar foges ou evitas que nem um morcego. O aviso está feito, agora depende de ti. Se preferires andar constantemente em volta da rotunda, o risco de perderes a(s) oportunidade(s) de seres feliz é grande e assim vais sofrer imenso. É pois assunto sério. A vida não é para fracos querido e quem dá como prenda o facilitismo à vida, esta responde com dureza…! Qualquer jogo precisa de treino. Tu não treinas, muito menos jogas. Estás à espera de quê? Que acabe o campeonato e ficares sem classificação? Tem mesmo muito tino. E depois a questão adensa-se por várias arestas pois não estás sozinho no mundo. Percebeste muito bem, sim. Não te armes em difícil e descontrai-te tá…trata-se pois da tua vida. Tu não estás a viver a vida, mas sim a dar corda à tua existência. Lê com atenção, interioriza e mastiga bem.


Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre”

Assim acontece com a gente
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo
Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira.
São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa.
Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor.
Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre.
Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento , cujas causas ignoramos.
Há sempre o recursos do remédio: apagar o fogo
Sem fogo o sofrimento não diminui.
Com isso, a possibilidade da grande transformação também.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela,
Lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer.
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si.
Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela.
A pipoca não imagina aquilo que ela é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece:
BUUUUUMMMMMMM!!!

E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente,
algo que ela mesma nunca havia sonhado.
Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar.
São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar.
Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.
A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura.
No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira.

A leitura da primeira folha terminou.
Uma erupção ocorreu na mente de Taiki.
(…)

Escrito por fontez

Setembro 15, 2007 em 11:45 pm

Publicado em histórias, pensamentos